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Você sabe o que é ITU e como preveni-la?    

          A infecção do trato urinário, também conhecida como ITU, é uma das doenças bacterianas mais comuns que podemos enfrentar. O transtorno não escolhe quem vai afetar pelo sexo ou pela faixa etária, embora seja muito frequente em mulheres e idosos. No caso da terceira idade, como a imunidade tende a ser mais baixa, alguns cuidados são indispensáveis.

          De acordo com o Projeto Diretrizes, da Sociedade Brasileira de Urologia, estima-se que a infecção urinária em idosos atinja 20% das mulheres e 10% dos homens. Acima dos 80 anos de idade, a diferença entre os gêneros diminui mas, em contrapartida, a porcentagem da incidência duplica.

          Levando esses dados em consideração, faz-se fundamental estarmos atentos ao diagnóstico e aos procedimentos diante da infecção urinária em idosos. Quando há a necessidade de fraldas geriátricas, por exemplo, uma atenção extra e profissional quanto à higiene não pode ficar de fora. Hoje conversaremos a respeito dessa pauta.

O que é a infecção urinária em idosos?

          O quadro infeccioso em idosos pode afetar qualquer parte do seu sistema urinário. Bexiga, rins, uretra e ureteres estão sujeitos à presença de bactérias nocivas. No entanto, a parte inferior composta por uretra e bexiga é comumente a mais atingida.

          Podemos diferenciar tais especificidades pelas suas devidas nomenclaturas:
  • Cistite – que é, normalmente, causada pela bactéria proveniente do intestino chamada Escherichia Coli, afetando a bexiga;
  • Uretrite – que é a infecção da uretra, frequentemente associada à cistite;
  • Pielonefrite – que consiste no avanço da infecção para um ou ambos os rins, levando à consequências ainda mais sérias se não for adequadamente tratada, inclusive com danos permanentes ou fatais.

          Um dos fatores mais preocupantes sobre essa doença é que ela é muito comum mas nem sempre detectável com facilidade. Nos idosos, os sintomas podem passar despercebidos ou serem confundidos com outras debilidades físicas e até mesmo mentais.

          Na terceira idade, o organismo dificilmente desenvolverá febre por conta da infecção. Por isso, a pessoa que convive com o idoso e o médico precisam ficar atentos a sintomas inusitados, como:
  • Mudanças repentinas de humor;
  • Confusão mental quanto ao nome de pessoas ou lugares;
  • Rejeição ao banho e à higiene pessoal;
  • Falta de apetite incomum;
  • Acessos de agressividade ou de muita calmaria no seu comportamento habitual;
  • Urina escura ou acompanhada de sangramentos, com odor acentuado;
  • Aumento na frequência normal das micções ou trocas de fraldas;

  • Tendência a sentir vontade de urinar, mesmo ao ter acabado de sair do banheiro. Com o tratamento adequado, esses e outros sintomas tendem a ser amenizados ou a sumir. Veja no próximo tópico sobre os procedimentos a serem tomados.

Tratamento da infecção urinária na terceira idade

          Após a percepção dos sintomas por quem faz o serviço de cuidador do idoso, é preciso procurar assistência médica para um diagnóstico preciso e comprovado por exames. O geriatra ou o urologista são os especialistas mais indicados, ainda que o clínico geral também possa ajudar.

           O tratamento vai de acordo com cada tipo de infecção e também leva em consideração a sua gravidade e persistência. No geral, ele é feito com o uso de antibióticos e analgésicos. É imprescindível atentar para posologia e seguir corretamente as orientações médicas.

           Além disso, são recomendados algumas ações pontuais e medidas protetoras tendo em vista evitar o avanço e a reincidência da infecção urinária em idosos. Dentre elas:
  • Observar sempre as características da urina e a sua quantidade média;
  • Evitar que o idoso retenha a urina por muito tempo na bexiga;
  • Controlar o uso de roupas íntimas, para que não sejam muito apertadas e não fiquem úmidas;
  • Reparar no comportamento do idoso, buscando pelos sintomas relacionados ao quadro;

  • Ter cuidados extra na hora do banho e na higiene da região genital;
  • Manter, no caso de necessidade de fralda geriátrica, o máximo de asseio durante as trocas das mesmas, que por sinal devem ser frequentes;
  • Proporcionar uma alimentação adequada e nutritiva para fortalecer a imunidade do paciente, além de acesso e incentivo constantes à ingestão de água.

Fonte: ACVida

 

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